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12/06/2018
Cooperativas de leite debatem Instrução Normativa 62 e qualidade do produto 

A Casa do Cooperativismo Mineiro sediou, no dia 11 de junho, o Fórum da Qualidade, evento que discutiu a atualização da Instituição Normativa (IN) 62, nas Portarias 38 e 39, e a qualificação do leite na Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda (CCPR/MG - Itambé).

Estiveram reunidos 51 produtores, técnicos e dirigentes de cooperativas, que puderam conhecer melhor as proposições do Grupo Técnico (GT) da Qualidade do Leite do Sistema OCB, que estudou a normativa. O resultado desses debates prévios, em âmbito nacional, realizados nos dias 10 e 11 de maio, foram apresentados pelo analista da Unidade Nacional, Fernando Pinheiro. O GT conta com a participação de técnicos mineiros da Cemil, Calu e CCPR/MG - Itambé.

"É muito importante que as Unidades Estaduais, principalmente o Sistema Ocemg, no caso do leite, estejam junto das cooperativas, conheçam suas demandas, nos ajudem passando informações e concentrando os principais questionamentos, dúvidas e demandas para trabalharmos em conjunto. Assim como ocorreu neste evento", ressaltou Pinheiro.

Após o debate na sede do Sistema Ocemg, o analista participa nesta terça-feira (12/06), da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um fórum coordenado que terá a participação de entidades estratégicas, entre elas o Sistema OCB, para debater questões relativas ao segmento.

Além das questões técnicas de produção, a gestão das propriedades rurais foi colocada como ponto importante para o bom andamento da produção. O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, frisou que a união dos produtores, assim como a adesão das cooperativas ao Programa de Acompanhamento Econômico Financeiro (GDA) e ao Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC) são prioritários para a saúde financeira do negócio cooperativo.

"A mudança de atitude dos produtores é muito importante, porque temos um modelo mental instalado na cadeia produtiva de que a qualidade do leite é feita para o governo e a indústria. Inclusive, fiz um trabalho recente que analisou quanto a fazenda perde financeiramente devido à falta de preocupação com esse quesito.  Portanto, mostramos que o cuidado com a qualidade é bom, primeiramente, para o produtor, depois para atender aos clientes e às leis", concordou o coordenador da Qualidade da CCPR/MG -Itambé, Cássio Camargos.

O evento contou com a participação de representantes do Ministério. "A gestão é algo primordial para manter a qualidade do leite. Para melhoria do produto, é preciso focar no bolso da fazenda", complementou o chefe da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário (DPDAG - Mapa).

O presidente da CCPR/MG - Itambé, Marcelo Candiotto, reforçou que a qualidade é uma premissa da organização. "Atuamos de forma conjunta para o bem de todos os cooperados. Temos boas práticas que garantem ao consumidor um produto da melhor categoria, por isso, o conteúdo desse evento será fundamental para seguirmos de forma alinhada", frisou.

A IN 62 está com consulta pública aberta até o dia 26 de junho, sendo que o Mapa deve considerar as propostas das entidades do setor enviadas para a consolidação final do trabalho.

Proposições

Segundo Fernando Pinheiro, após leitura da IN 62 e debate com produtores de todo o país, que levaram para as reuniões os percalços do dia a dia na produção leiteira, foram levantadas as seguintes considerações: valores de Contagem Bacteriana Total (CTB) de 300.000 unidades formadoras de colônia (ufc)/ml e de Contagem de Células Somáticas (CCS) células/ml; temperatura de recebimento do leite cru refrigerado no estabelecimento industrial de 8o C; temperatura de conservação do leite antes da pasteurização 4o C, podendo variar 2o C; frequência da coleta de amostras de análise do leite pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL) de uma vez por mês; coleta de mostras de leite nos caminhões para análise da recepção, de acordo com o plano de autocontrole de cada empresa; e prioridade da revisão da Portaria 5, de 1983, sobre a destinação do leite não conforme.

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